
Do digital ao real
Serviços de fotolivro dão acabamento profissional às fotografias da família. Software simples permite que até mesmo usuários sem experiência em design gráfico montem o próprio livro de imagens
| Edilson Rodrigues/CB/D.A Press |
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| A fotógrafa Anelise Molina cria fotolivros no trabalho: clientes gostaram |
Com a facilidade da fotografia digital, virou costume guardar no computador um grande volume de imagens — que, muitas vezes, nunca saem do mundo virtual. De acordo com o diretor nacional de vendas da Kodak, Emerson Steion, o brasileiro salva, por ano, em média, 600 fotos no computador. No entanto, apenas 20% delas são impressas. Que tal, então, aproveitar aqueles cliques tirados na última viagem de férias para criar um fotolivro? O produto, que pode ser inteiramente produzido em casa com o uso de um software específico, deixa as fotografias com um aspecto profissional, bem diferente dos tradicionais álbuns guardados (e muitas vezes esquecidos) na gaveta.
A opção, também conhecida como fotobook, chegou ao país em 2005, pelas mãos da Digipix, empresa pioneira na fabricação desse tipo de produto. No entanto, somente nos últimos dois anos a solução ganhou força e, hoje, é comum vermos cada vez mais pessoas guardando suas recordações no formato de livros. A ideia é justamente possibilitar que as pessoas produzam publicações individuais com as suas imagens, em diversos tamanhos e com diferentes acabamentos.
As possibilidades são inúmeras. Revistas, gibis, livretos, miniálbuns, publicações horizontais, verticais, além de produtos personalizados, como calendários, mouse pads, baralhos, etc. “Temos 10 opções de formatos, todos com diferentes tamanhos, cores, números de páginas”, explica o presidente da Digipix, Marco Perlman, ressaltando o nível de personalização a que o produto pode chegar. “É um trabalho diferenciado daquele que é feito em gráficas, já que ele não é feito em grande escala. Tudo é variável na linha de impressão. Com isso, temos um processo bem alinhado com a tecnologia, para não termos nenhuma perda no final”, explica. “É o que chamamos de customização em massa — já que temos um processo industrial —, mas com plena personalização”, diz Perlman.
Fácil e intuitivo
Para montar um fotolivro, o cliente não precisa nem sair de casa. A partir de um software, que pode ser baixado gratuitamente na internet (veja o quadro de serviço), o usuário escolhe o formato que mais lhe agrada e começa a montar o livro com suas fotos. Entre as opções de personalização estão a inserção de capas duras, fundos temáticos, molduras, títulos, ícones, legendas e uma infinidade de apetrechos que podem ser adicionados para enfeitar a publicação — os preço pode variar de R$24 a R$ 800, dependendo da quantidade de páginas e do modelo escolhido.
Apesar de não ser uma ferramenta de edição de imagens, o programa ainda conta com opções que ajudam a cortar, redimensionar e até melhorar a saturação das imagens. Tudo muito fácil e intuitivo e que, muitas vezes, lembra o trabalho artesanal dos scrapbooks, mas com o toque peculiar dado pela era digital. A criatividade de cada um é que define como o produto vai ficar. É claro, porém, que o programa dá uma mãozinha para aqueles que não têm muita familiaridade com o processo de diagramação, indicando modelos de páginas pré-montadas, onde o usuário só tem o trabalho de arrastar as imagens nos espaços sugeridos.
Terminado o processo de montagem, o cliente salva o arquivo e o envia para o site responsável pela produção do fotolivro. Lá, os produtos são rodados em impressoras offset, o que garante um resultado que não deixa nada a desejar frente aos livros de fotografia que encontramos nas prateleiras de livrarias. A solução é ideal para quem deseja presentear os familiares, o(a) namorado(a) e os amigos com a recordação de um momento especial.
A fotógrafa Anelise Molina (www.molinaaed.com) encontrou nos fotolivros uma maneira de incrementar o seu trabalho, oferecendo um produto final que vem agradando a clientela. “É uma maneira que encontrei de juntar a minha paixão, que é a fotografia, com essa parte de design gráfico, que também acho muito interessante”, diz, ressaltando que muitos dos pedidos que recebe são para criar fotolivros com fotos antigas. “Digitalizamos a foto e depois fazemos um tratamento. Fica lindo. O acabamento superior dos fotolivros encanta as pessoas”, conta a fotógrafa.
Digipix
www.digipix.com.br
Precursora do fotolivro no Brasil, a Digipix atende apenas o varejo (sites como Submarino, Fnac, Livraria Saraiva, Americanas.com, etc.). No site, porém, é possível baixar o software que diagrama os fotobooks e tirar algumas dúvidas sobre os produtos.
Photobook
www.indphotobook.com.br
A empresa atende diretamente o usuário, que pode fazer o download do programa de diagramação e criar, além de fotolivros, outros produtos personalizados como baralhos, mousepads e revistas.
Porta-retratos digital
Até os velhos porta-retratos que ficam em cima da mesa e exibem as fotografias da família foram atingidos pela revolução digital. Agora, a nova moda do mundo dos gadgets são os porta-retratos digitais, que reproduzem imagens em sequência numa tela de cristal líquido. Com o mesmo formato das tradicionais peças de decoração, os dispositivos têm formatos 4:3 ou 16:9 (widescreen) e o tamanho do display pode ir de 3,5 polegadas a 11 polegadas. A maioria dos aparelhos reproduzem fotos armazenadas (formatos JPEG e BMP) em cartões de memória (SD, MMC, xD e CF) ou pen drives.
No modo slide show, eles permitem selecionar determinadas imagens para serem exibidas aleatoriamente — com direito a inserir efeitos de transição e até música de fundo. Sim, os porta-retratos têm alto-falantes estéreos integrados que possibilitam reproduzir arquivos de áudio nos formatos MP3 e WMA. O mercado já oferece uma diversidade de modelos, que podem ser movidos à bateria ou ligados diretamente na tomada, que custam entre R$ 199 e R$ 399.
Um fotolivro em seis passos
Veja como é fácil montar o próprio fotolivro. Mas antes de começar a utilizar o software de diagramação (neste exemplo, utilizamos o
D-Book), certifique-se de que todas as imagens que você desejar utilizar estejam salvas no HD.
1. Escolha as imagens
No modo Seleção, você pode definir quais imagens serão utilizadas em cada página. Selecione a pasta onde as fotos estão salvas e clique em Ok. No modo de visualização, à esquerda, é possível escolher e arrastar para o álbum as fotos desejadas.
2. Layout
A diagramação das páginas pode ser feita de forma automática (criação dinâmica a partir dos tamanhos das imagens), com templates (modelos pré-definidos) ou manualmente. Em qualquer dos casos, o usuário tem liberdade para fazer alterações.
3. Margens e resolução
Um assistente irá ajudá-lo a identificar as imagens em baixa resolução para a impressão ou fora das margens das páginas. Por isso, se não tiver a intenção clara de cortar a imagem,
atente-se para os avisos que aparecem na tela.
4. Diagramação
Todo o processo de diagramação é muito simples e o usuário ainda conta com uma série de ferramentas que dão um ar profissional ao trabalho. Entre elas, a possibilidade de inserir fundos, molduras ou layouts sugeridos pelo sistema e enfeites que servem para decorar cada página.
5. Efeitos e ajustes
No lado direito da tela do programa, há uma série de ferramentas que permitem ajustar e editar as imagens como grau de saturação e brilho, transparência, além da possibilidade de espelhar e abrir as fotos em páginas duplas.
6. Exportação e upload
Finalizada a diagramação do fotolivro, o usuário deve exportá-lo, gerando um arquivo com extensão .MBF (para impressão) e um outro arquivo .PDF (para visualização). Depois disso, é só realizar o upload do arquivo .MBF para o site. É também online que se indica o endereço de entrega e se realiza o pagamento.







